Notícias

Jornal Oje 
Quarta-Feira 23 de Fevereiro de 2011

Portugal pode ser alternativa aos países do mediterrâneo, diz secretário de Estado do Turismo

O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, afirmou hoje que Portugal, Espanha, Itália e Grécia podem constituir alternativas aos turistas que nos últimos anos têm afluído aos países da bacia do mediterrâneo.

"As circunstâncias actuais são obviamente pontuais mas têm significado. Este ano estamos a sentir instabilidade em todo o mundo árabe e Portugal, Espanha, Itália e Grécia podem constituir oportunidades de refúgio na área do turismo", disse o governante à saída da primeira conferência internacional de turismo.

De acordo com Bernardo Trindade, nos últimos cinco anos, "Portugal, bem como os países do Sul da Europa, perderam quota de mercado face ao Reino Unido e à Alemanha, países que passaram a olhar para o mediterrâneo com muito mais interesse".

Mais recentemente, face às alterações no mundo árabe, o responsável afirma que tem havido "sinais" de um "redireccionamento para Portugal" de turistas provenientes do Reino Unido, da Alemanha e da Escandinávia.

Os próprios operadores e agentes de viagens, afirmou o secretário de Estado, têm estado a reforçar as suas acções junto destes mercados com vista à atracção de mais turistas.

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Jornal Oje
Segunda-Feira 27 de Dezembro de 2010

Volume de investimento melhora no 3º trimestre e influencia valor final de 2010, diz a C&W

O volume de investimento em imobiliário relativo a 2010 será ligeiramente superior ao de 2009, antecipa a consultora Cushman & Wakefield. O terceiro trimestre deste ano veio dar um impulso significativo. As transacções são, no entanto, muito inferiores às registadas no período pré-crise.
                                                                                                                                                                                                                            Ainda assim, o 2º semestre registou uma actividade considerável, tendo em conta o enquadramento económico e a própria situação adversa no mercado ocupacional. O 3º trimestre do ano foi especialmente activo, sobretudo ao nível dos fundos de investimento imobiliário, tendo contribuído para um valor de fecho de ano que deverá ultrapassar ligeiramente o registado em 2009.
                                                                                                                                                                                                                             Após a forte quebra verificada na actividade de investimento em 2008, os anos de 2009 e 2010 têm vindo a registar crescimentos modestos, que indiciam uma maior liquidez canalizada para o sector imobiliário, em oposição à situação vivida em 2008.
                                                                                                                                                                                                                             Não obstante o cenário difícil que se adivinha para o país em 2011, é possível que a esperada recuperação da credibilidade internacional do país em termos de finanças públicas, bem como a tendência de ajustamento de preços, que cada vez mais tem sido reconhecida pelos proprietários, contribua para uma nova subida de volumes de investimento já em 2011".
                                                                                                                                                                                                                                O sector de retalho manteve a sua primazia em termos de capital investido, tendo recebido cerca de 60% do total de investimento em 2010, com uma parcela importante deste montante canalizada para centros comerciais, mais de 200 milhões de euros. Seguiu-se o sector industrial, que nos últimos anos tem vindo a ser alvo de um cada vez maior interesse por parte dos investidores institucionais.
                                                                                                                                                                                                                              Em 2010 foram canalizados para este sector 140 milhões de euros, correspondentes a 25% do total investido no mercado. Os activos de escritórios verificaram em 2010 uma menor procura, tendo recebido apenas 13,5% do total de fundos. No mercado residencial foram investidos apenas 3% do montante global, retratando uma menor dinâmica dos Fundos de Investimento Imobiliário em Arrendamento Habitacional.
                                                                                                                                                                                                                             Após a ligeira descida no 1º trimestre, os yields mantiveram-se estáveis durante o ano e assim se prevê que se mantenham nos próximos meses. No final de 2010 os yields prime de mercado em Portugal situavam-se nos 7% para escritórios, 6,25% para retalho e 8,25% para industrial.

 

Por Abílio Ferreira (Jornal Expresso)
Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Reabilitação: Programa nacional dinamiza imobiliário

Investir na reabilitação urbana é consensual, mas sector sofre com crise transversal do imobiliário. Governo vai lançar plano nacional para agilizar licenciamento e conceder incentivos.

O investimento na reabilitação é consensual e surge como um das apostas do Governo para estimular a economia em 2011 e atenuar os efeitos da recessão na indústria da construção. O Governo prepara um plano nacional para agilizar licenciamento e conceder incentivos aos promotores.
                                                                                                                                                                                                                                 A criação de uma agência nacional e o lançamento de um programa para a regeneração urbana serão as faces visíveis desse novo desígnio, assumido num documento recente pela própria CIP - Confederação da Indústria Portuguesa. Os agentes aplaudem, entre a esperança e o cepticismo.
                                                                                                                                                                                                                            Reis Campos, Presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, tal como o estudo da CIP, apela a um programa nacional, com linhas de financiamento e novos sistemas de incentivos, um quadro legal mais ágil nos licenciamentos e a criação de um cluster sectorial. O responsável acredita que o impulso do Governo será decisivo.

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